Logística sustentável: práticas, indicadores e tecnologias para reduzir custos e emissões

Conheça os processos e ações que estão tornando a logística um segmento mais inteligente, conectado e eficiente para responder às novas demandas

A logística que compreende transporte de cargas e armazenagem responde por cerca de 7% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE), conforme os dados da consultoria McKinsey. O número destaca a relevância do segmento dentro da pegada de carbono mundial e torna imprescindível a incorporação de estratégias de descarbonização dentro de uma logística sustentável.

Uma das razões para isso envolve o comportamento do mercado e a pressão regulatória, que têm se intensificado ao longo dos últimos anos. Os consumidores passam a demandar cadeias de suprimentos mais sustentáveis e investidores priorizam empresas comprometidas com a transição para uma economia de baixo carbono.

Isso impõe uma nova perspectiva às organizações. Na prática, adotar práticas de logística sustentável não visa mais apenas reduzir impactos ambientais, mas também atender às expectativas de clientes, investidores e reguladores.

O que é a logística sustentável?

A logística sustentável engloba práticas de gestão voltadas a atender às demandas sociais, ambientais e de regulação do mercado – o ESG na logística.

Embora grande parte das discussões se concentre na redução de emissões e logística reversa, o conceito vai além da pauta verde: ele também envolve a qualidade das relações de trabalho, a segurança operacional, a ética empresarial e a transparência dos processos.

Uma logística sustentável se torna, portanto, um direcionador de eficiência operacional e competitividade. A transformação sustentável não se limita ao cumprimento de exigências regulatórias; ela gera ganhos financeiros concretos, como menor consumo de combustível, otimização de ativos, redução de perdas e melhoria da ocupação de cargas.

Como o setor logístico pode adotar práticas sustentáveis?

Algumas medidas se destacam para uma logística sustentável. É importante que estas ações não sejam tomadas de forma individual: deve-se buscar a construção de um plano estruturado, que conte com metas, indicadores, tecnologias e mecanismos de governança específicos. Neste quesito, podemos mencionar:

Otimização de rotas e roteirização

Usar sistemas de roteirização é uma forma de reduzir o consumo de combustível e o tempo de viagens, refletindo na performance operacional e em indicadores ambientais.

Ao centralizar informações de demanda dentro de um TMS, como capacidade dos veículos, janelas de entrega e características das rotas, essas ferramentas constroem trajetos mais eficientes, evitando deslocamentos desnecessários e diminuem o tempo ocioso de frota.

Na prática, menos quilômetros rodados significam menor queima de combustíveis fósseis. Além disso, a roteirização permite comparar cenários — como rotas inteligentes, menos congestionadas e adequadas ao perfil de veículos — ampliando o controle sobre a pegada de carbono logística.

Uso de fontes de energia renováveis

A busca pela redução das emissões de gases passa necessariamente pelo aumento de veículos elétricos ou movidos a fontes alternativas, como os biocombustíveis, área na qual o Brasil é uma das referências globais.

Embalagens sustentáveis

Substituir embalagens plásticas por materiais recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis, minimizando o uso de insumos descartáveis, ganhou destaque na logística sustentável.

Enquadra-se também no conceito de governança a criação de sistemas de logística reversa, que garantem o descarte adequado e seguro de materiais, reduzindo a geração de resíduos e ampliando os índices de reaproveitamento.

Mais eficiência de armazéns e centros de distribuição

Implementar sistemas de monitoramento de energia e otimizar o uso de equipamentos e iluminação, além de reutilizar embalagens. Estas são algumas das medidas importantes, sem contar a melhoria contínua operacional trazida por um WMS, que se reflete também nos custos e na eficiência logística.

Economia circular

Uma cadeia mais inteligente, na qual materiais, embalagens e produtos retornam ao ciclo produtivo sempre que possível, ganhou destaque. A prática envolve o reaproveitamento de insumos e de materiais, gestão de resíduos e processos de logística reversa que capturam valor antes perdido.

Todos esses pontos se tornam mais simples com a digitalização registrada pelo setor a partir de softwares especializados.

Conheça indicadores aplicados à logística sustentável

As boas práticas de sustentabilidade corporativa podem ser acompanhadas de forma efetiva. Isso é importante para confirmar a redução da pegada de carbono e também como certificações para o mercado, inclusive baseadas em auditorias. Dessa forma, torna-se mais simples confirmar as ações realizadas e relacionadas à logística sustentável.

1. Emissões de GEE no transporte (CO₂e/km ou CO₂e/tonelada transportada)

Mede o volume de emissões gerado pelas operações de transporte. Permite acompanhar a eficiência de veículos, avaliar rotas e identificar oportunidades de descarbonização.

2. Consumo de combustível por veículo ou por rota

Trata-se de um indicador direto de eficiência operacional.

Reduções apontam melhoria na roteirização de carga, na manutenção da frota e na condução econômica. Também permite aos gestores entender quais veículos usar em determinadas condições e demonstra a transparência e a rastreabilidade da cadeia de suprimentos.

3. Percentual de frota de baixa emissão

Uma das principais mudanças que envolvem o segmento logístico para o futuro é o investimento em veículos elétricos, híbridos ou que sejam movidos a combustíveis alternativos – diferente dos fósseis. Quanto maior o volume de veículos nessa categoria, menor a pegada de carbono.

4. Taxa de ocupação e otimização de cargas

Um dos objetivos da gestão de frota é aprimorar a taxa de ocupação de veículos dentro dos padrões estabelecidos por lei. Ou seja, obter vantagens neste indicador significa, simultaneamente, uma redução de custos logísticos ao mesmo tempo em que gera vantagens ambientais.

5. Índice de logística reversa e percentual de resíduos reciclados em armazéns

O primeiro mede a quantidade de materiais, embalagens ou produtos retornados e reinseridos na cadeia. É um dos pilares para economia circular em operações. O segundo indica o nível de gestão sustentável de resíduos. Avançar em ambos significa aumento da maturidade de processos e aderência a políticas ambientais.

6. Consumo de energia por pedido processado

Ajuda a avaliar a eficiência energética da operação de armazenagem.

Esse dado pode incluir questões como consumo energético associados às instalações logísticas, mensurando o impacto de climatização, iluminação e investimento em tecnologia relacionada aos armazéns automatizados

7. Taxa de acidentes na operação logística

Duas das bases da logística sustentável envolvem também a governança e o social. Ou seja, a segurança do trabalho é um pilar importante e que deve ser respeitado. Esse cuidado inclui desde o controle da jornada do motorista até a criação de um checklist de segurança no trabalho. Estes cuidados ainda refletem na garantia de conformidade com normas ambientais e de transportes.

8. Tempo de treinamento em segurança e compliance

A diminuição de acidentes, ocorrências e não conformidades no transporte é fruto do investimento na capacitação de colaboradores. A realização de treinamentos e cursos específicos torna a operação mais segura, já que cada colaborador compreende a sua relevância na estratégia logística sustentável – e ainda preserva a sua segurança e a dos outros.

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