As novas validações de IBS e CBS passam a valer para a emissão da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e). Entenda o que muda para a sua empresa, como cada município vai implementar as regras e o que fazer para se manter em conformidade.
A emissão de NFS-e na Reforma Tributária entra em uma fase decisiva. A partir de outubro, conforme cronograma previsto nas notas técnicas de implementação, novas regras passam a valer para a Nota Fiscal de Serviços eletrônica em todo o Brasil. Na prática, os documentos fiscais eletrônicos precisarão conter as informações de IBS e CBS, e as empresas que não se adequarem correm o risco de interromper a emissão de notas.
Essas validações fazem parte de um movimento mais amplo da Reforma Tributária, que passa a exigir os novos tributos em todos os documentos fiscais eletrônicos emitidos no país. A NFS-e é um dos documentos impactados, mas tem particularidades importantes: tudo depende do modelo de emissão adotado por cada município. A seguir, explicamos ponto a ponto o que muda.
O que muda na emissão da NFS-e com a Reforma Tributária?
Até agora, a NFS-e não exigia campos específicos para os novos tributos. Com a nova etapa da Reforma Tributária, isso muda: as notas passam a contemplar as informações necessárias para a composição do IBS e da CBS, seguindo as regras estabelecidas para esta fase de implantação.
Desse modo, é preciso que o sistema esteja preparado para gerar esses dados corretamente. Por isso, a adequação dos softwares fiscais passou a ser condição para operar.
“A implementação da Reforma Tributária entra em uma nova fase, em que as mudanças passam a impactar diretamente a emissão dos documentos fiscais. Independentemente do município onde atuam, as empresas precisam garantir que seus sistemas estejam preparados para atender às novas exigências. Antecipar essa adequação é essencial para evitar impactos operacionais e assegurar a conformidade com a legislação.”
— Valmir Hammes, Head de Produtos Fiscais da Senior Sistemas
A nova regra vale para todos os municípios
A partir de outubro, todas as emissões de NFS-e passam a estar sujeitas às novas validações previstas pela Reforma Tributária. A exigência é nacional e alcança todos os municípios brasileiros.
No entanto, o que muda é a forma como cada prefeitura implementará essas regras. Enquanto alguns municípios adotam o Emissor Nacional, outros mantêm um emissor próprio, e isso influencia diretamente o que o contribuinte precisa fazer.
Municípios que usam o Emissor Nacional
Nos municípios que utilizam o Emissor Nacional da NFS-e, o preenchimento das informações de IBS e CBS passa a ser obrigatório para a emissão das notas. Ou seja, sem esses dados, a nota simplesmente não é emitida, conforme as validações do Ambiente Nacional.
Municípios que mantêm emissor próprio
Já os municípios que optaram por um emissor próprio têm autonomia para definir como implementar essas exigências em seus sistemas. Por isso, o contribuinte precisa acompanhar de perto as orientações da prefeitura, que será responsável por definir como ocorrerá a adequação às novas regras.
Sincronização com o Ambiente Nacional é obrigatória
Apesar dessa autonomia, existe uma obrigação comum a todos os municípios: NFS-e devem ser sincronizadas com o Ambiente Nacional.
Esse ponto é crítico. Caso as notas sejam emitidas sem as informações necessárias para a composição do IBS e da CBS, a sincronização não poderá ser realizada, o que deixa o município em desconformidade com a legislação. Portanto, mesmo em cidades com emissor próprio, a nota precisa carregar os dados dos novos tributos.
Simples Nacional passará a usar o Emissor Nacional em setembro
Além das mudanças de outubro, outro marco importante ocorre em setembro. A partir dessa data, os contribuintes optantes pelo Simples Nacional passam a utilizar obrigatoriamente o Emissor Nacional da NFS-e, conforme o cronograma definido para essa implementação.
A medida faz parte do cronograma da Reforma Tributária e busca ampliar a padronização nacional da emissão de notas fiscais de serviços. Dessa forma, a integração das informações tributárias entre contribuintes, municípios e Ambiente Nacional fica mais simples.
Por isso, as empresas do Simples Nacional devem iniciar o planejamento desde já, revisando processos internos e verificando se os sistemas estão prontos para operar no novo ambiente de emissão.
Checklist: como preparar sua empresa para a nova NFS-e
Para evitar surpresas e garantir a continuidade da emissão de NFS-e na Reforma Tributária, siga este passo a passo:
- Confirme com seu fornecedor de software se as adequações para geração das informações de IBS e CBS já foram implementadas;
- Identifique o modelo do seu município, se é Emissor Nacional ou emissor próprio, pois isso define o que você precisa fazer;
- Acompanhe as orientações da prefeitura, especialmente em municípios com emissor próprio;
- Revise seus processos internos, sobretudo se a empresa for optante pelo Simples Nacional;
- Antecipe os testes, validando a emissão antes das datas oficiais para evitar impactos operacionais.
Antecipe-se à nova NFS-e
Com a proximidade das novas validações, a recomendação é clara: confirme com seu fornecedor de software se as adequações já foram feitas e acompanhe as orientações da prefeitura do seu município. Assim, a transição ocorre com segurança e dentro dos prazos.
A Senior acompanha de forma contínua a implementação da Reforma Tributária e as atualizações dos ambientes de emissão. Nos municípios onde possui clientes e que já disponibilizaram orientações técnicas, as soluções da companhia estão adaptadas às novas exigências legais. Dessa forma, sua empresa realiza a emissão de NFS-e na Reforma Tributária com conformidade e tranquilidade.
Obs.: Embora as Notas Técnicas tragam outubro como data-alvo, a Receita Federal comunicou que o cronograma oficial ainda poderá ser ajustado. Por isso, acompanhe os canais oficiais para eventuais alterações de prazo.
Perguntas frequentes sobre NFS-e e Reforma Tributária
1. Quando entram em vigor as novas regras da NFS-e?
As novas validações passam a valer a partir de outubro, com a inclusão obrigatória das informações de IBS e CBS.
2. A mudança vale para todos os municípios?
Sim. A exigência é nacional. O que varia é a forma de implementação, conforme o município use o Emissor Nacional ou um emissor próprio.
3. O que acontece se a nota for emitida sem os dados de IBS e CBS?
A NFS-e não poderá ser sincronizada com o Ambiente Nacional, deixando o município em desconformidade com a legislação.
4. Quando o Simples Nacional passa a usar o Emissor Nacional?
A partir de setembro, quando o uso do Emissor Nacional se torna obrigatório para os optantes pelo Simples Nacional.

