CMMS: o que é e como funciona um sistema de manutenção

Um roteiro de filme de terror para qualquer indústria é a parada das linhas de produção de forma não programada. Para evitar esta situação, muitas fábricas investem em um CMMS (Computerized Maintenance Management System), que traz indicadores e monitoramento contínuo para assegurar o funcionamento das operações de maneira estratégica.

As paradas corretivas não programadas afetam negativamente as fábricas em diversas frentes: aumento de custos, perda de produtividade e redução da vida útil dos ativos, de acordo com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI). As ocorrências ainda podem afetar o cumprimento de cronogramas e interferir no planejamento da produção industrial.

Não é à toa que o mercado voltado ao CMMS projeta um crescimento de 11,1% até 2030, segundo a consultoria Grand View Research. Este sistema de gestão acompanhado de soluções de Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial no contexto da indústria 4.0 diminui a necessidade de interferência humana e facilita a coordenação das manutenções preditivas e preventivas.

A ideia principal é que o CMMS se torne o centro da gestão de manutenção industrial, tornando esta atividade mais planejada, rastreável e efetiva.

O que é CMMS?

CMMS é a sigla para Computerized Maintenance Management System ou “sistema computadorizado de gestão da manutenção”, em tradução literal. O CMMS reúne em um único ambiente as informações sobre os ativos da fábrica, as ordens de serviço, as equipes técnicas, o estoque de peças e os custos de cada intervenção.

Sem um CMMS, uma operação industrial costuma ter dados dispersos entre planilhas e a memória dos profissionais envolvidos com o chão de fábrica. Com o sistema, o histórico de cada máquina fica registrado e disponível para quem precisa consultá-lo, conectando também a execução da manutenção industrial ao planejamento.

Se uma ordem de serviço é aberta, o sistema mostra qual equipamento será afetado, quais peças são necessárias e qual técnico está disponível. Com essa informação, a área produtiva programa as paradas com antecedência, assegurando o cumprimento dos prazos combinados com os clientes. Dessa forma, preservam-se os equipamentos ao mesmo tempo em que se garante a continuidade produtiva.

Banner Whitepaper Fábrica ao Vivo

Como funciona um sistema de manutenção?

Um sistema de manutenção opera em três etapas: abertura da ordem de serviço, execução com apontamento dos dados e consolidação do histórico do ativo.

1. Abertura da ordem de serviço

O ponto de partida é a solicitação de serviço ou da ordem de serviço (OS), o registro digital que define o que precisa ser feito, em qual equipamento, com que prioridade e por quem. A entrada da OS – e sua urgência – muda conforme o tipo de manutenção.

As corretivas tendem a receber mais atenção, enquanto as preventivas são feitas sem a necessidade de OS. Elas podem seguir um calendário ou, a partir de um CMMS, estar integrada a sensores, que emitem avisos.

2. Execução e apontamento da manutenção

O apontamento se trata do registro das informações sobre o serviço realizado.

Com a OS em mãos, as equipes técnicas executam a tarefa e anotam no sistema o horário de início e de fim, as peças utilizadas, o que foi feito e, nas corretivas, a causa da falha. O ideal é que esses dados sejam registrados de forma digital, o que permite atualizar o estoque de peças e calcular o custo de cada intervenção.

3. Histórico e rastreabilidade dos ativos

Uma OS é vinculada ao equipamento, o que constrói um histórico de falhas, intervenções, troca de peças e os custos envolvidos. Essa rastreabilidade permite calcular rapidamente e com segurança indicadores como o MTBF (tempo médio entre falhas) e o MTTR (tempo médio de reparo).

Eles mostram os equipamentos que param com mais frequência, quanto tempo levam para voltar a operar e quanto custam ao longo da vida útil. A soma desses dados auxilia a entender a necessidade de reinvestimento de novos equipamentos.

Quando uma empresa precisa de um CMMS?

Muitos gestores industriais não têm o conhecimento efetivo do quanto gastam com a manutenção de seus equipamentos. Essa falta de informação, via de regra, significa aumento de custos e a dificuldade em cumprir os prazos com os clientes.

Veja, abaixo, alguns sinais que indicam a necessidade de um CMMS:

  • Crescimento do número de ativos e de OS;
  • Manutenções preventivas frequentemente atrasadas;
  • Paradas ou falhas recorrentes que afetam o planejamento;
  • Ausência de um histórico dos equipamentos;
  • Dificuldade para identificar custos por ativo;
  • Falta de controle sobre peças e materiais;
  • Dependência do conhecimento de profissionais específicos;
  • Dificuldade para comprovar atividades em auditorias operacionais.

Muitas fábricas escalaram a capacidade rapidamente a partir de registros manuais ou planilhas isoladas. Esse tipo de controle da gestão de manutenção industrial é viável – embora sujeito a erros – em operações menores, mas o crescimento e o volume de negócios ampliam a complexidade e impedem uma rastreabilidade precisa de cada máquina ou parque fabril.

Banner ERP segmento Indústria

Quais são os benefícios de um CMMS?

Uma das principais vantagens de um CMMS está na gestão industrial como um todo, já que permite ter uma visualização completa de indicadores especializados, como o OEE. Nem todos os benefícios, porém, são sentidos apenas por quem está na operação industrial ou internamente.

Uma redução de paradas não planejadas significa mais produtividade da fábrica no geral, o que representa uma utilização mais inteligente dos ativos disponíveis. Isso se reflete automaticamente nos indicadores como MTBF e MTTR, ampliando a vida útil das máquinas e aumentando o tempo para o reinvestimento no parque fabril.

Ter a rastreabilidade de cada equipamento ajuda os gestores a entenderem qual a melhor decisão em cada cenário: é uma manutenção simples ou há necessidade de substituição dos equipamentos? A eficiência de um CMMS depende da disponibilidade de dados, da maturidade dos processos e da interpretação que a equipe faz das informações recebidas.

Como escolher e integrar um sistema de manutenção ao ERP?

A escolha de um CMMS deve partir dos processos empresariais. O primeiro critério deve ser a aderência, já que o software precisa acomodar a forma como a fábrica planeja, executa e controla a manutenção, com o mínimo de adaptações. Seu uso deve ser objetivo, assegurando uma boa gestão de tempo de técnicos e supervisores.

A facilidade deve ser percebida no dia a dia, especialmente para os técnicos, a partir de aplicativos ou uso simples via smartphone ou tablet. Preferencialmente, um CMMS deve ser escalável, permitindo o acompanhamento de uma ou de várias plantas, com análise individual de cada ativo e emissão de relatórios.

A integração com um ERP para a indústria merece atenção. Quando os dois sistemas atuam em conjunto, há conexão com estoque, compras e apoio ao plano de produção, facilitando a tomada de decisões estratégicas. Conheça o nosso ERP para indústria e veja como integrar manutenção, produção, estoque, compras e finanças.

Equipe da Senior
Equipe da Senior

A Equipe da Senior reúne especialistas que acompanham de perto as transformações da gestão empresarial e de pessoas. Aqui, experiência de mercado, tecnologia e conhecimento se conectam para traduzir tendências e desafios em conteúdos relevantes para empresas e lideranças.

Compartilhe:

Comentários
O que você precisa hoje? x Bem-vindo(a), O que você precisa hoje? - Solicitar uma proposta comercial Ver vagas de emprego na Senior Cadastrar currículo na Senior
WhatsApp Icon

Olá! Preencha os campos para iniciar
a conversa no WhatsApp