Entenda como a tecnologia está sendo adaptada e desenvolvida para as necessidades do agro, visando ampliar a capacidade de produzir com menos recursos de maneira rastreável
O crescimento populacional – e a maior necessidade de comida –, as mudanças climáticas e a exigência de produzir mais em uma escassez de recursos, sobretudo a disponibilidade de terras, são três fatores que movem o setor do agro. A busca por inovações relacionadas à sustentabilidade, à rastreabilidade e a capacidade de produzir mais com menos estão no centro das tendências do agronegócio.
Não é à toa que o agronegócio brasileiro, um dos principais players globais, vive uma transformação acelerada pela tecnologia nos últimos anos. Busca-se aprimorar processos para que produtores, cooperativas agrícolas e empresas relacionadas redesenhem as suas operações.
Ao mesmo tempo em que esse movimento visa responder às pressões globais que surgem por mais eficiência e rastreabilidade, ele também deve ser encarado como uma oportunidade para fortalecer a imagem do país como um dos principais protagonistas na cadeia de suprimentos agrícola global.
Nesse cenário, acompanhar e entender as tendências do agronegócio se tornou fundamental para se manter relevante no mercado. Ferramentas de gestão para o agronegócio permitem ganhos de produtividade, redução de custos operacionais e mais acesso a mercados exigentes, em especial o europeu.
Para isso, é preciso superar barreiras dentro e fora das porteiras: aprimorar a conectividade em áreas rurais, investir na implementação e melhoria de sistemas de gestão e capacitar profissionais para lidar com ferramentas avançadas e outras soluções do agro.
Quais são as tendências tecnológicas no agronegócio?
A agricultura digital 4.0 é o ponto de partida dessa revolução.
Ela combina automação, conectividade e análise de dados para transformar o gerenciamento de propriedades agrícolas – e, consequentemente, os seus resultados. Mas quais tecnologias devem ganhar espaço?
IoT e tecnologia geoespacial
Sensores conectados e sistemas de Internet das Coisas (IoT) já estão presentes em diversas fazendas. Eles permitem acompanhar variáveis como umidade do solo, temperatura e condições climáticas. A tecnologia geoespacial amplia esse alcance, possibilitando o monitoramento em tempo real, a avaliação da saúde do solo e a previsão de produtividade.
O mercado de mapas georreferenciados deve atingir US$ 7,7 bilhões até 2035, com uma taxa de crescimento anual composta de 2,9%, conforme as projeções da consultoria Startus Insights.
Big data
O volume de dados gerados no campo cresce exponencialmente. Big data transforma essas informações em insights estratégicos: manejo sustentável de pragas, identifica padrões de consumo de insumos agrícolas e otimiza o uso de recursos naturais. Para gestores de cooperativas e agroindústrias, isso significa decisões mais embasadas e redução de desperdícios.
Cloud computing
A computação em nuvem conecta diferentes áreas do agronegócio. Sistemas de gestão agrícola cloud permitem que produtores, consultores e empresas compartilhem informações em tempo real. Isso facilita o acesso a relatórios, indicadores e análises sem depender de infraestrutura local complexa.
IA
A inteligência artificial no agronegócio já é aplicada em planejamento agrícola semelhante ao conceito de gêmeos digitais na indústria. No campo, algoritmos simulam cenários de produção, antecipam riscos e sugerem ajustes. Essa capacidade de prever e corrigir problemas antes aumenta a eficiência e reduz custos.
Outra estimativa da consultoria Startus Insights é de que 6 a cada 10 propriedades de grande porte já usam essa tecnologia para realizar uma agricultura preditiva a partir da IA.
Bioengenharia
A inovação também passa pela biotecnologia agrícola. Novas sementes mais resistentes, bioestimulantes, feromônios e fungicidas estão sendo desenvolvidos para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais. Nesse cenário, a bioengenharia contribui para enfrentar mudanças climáticas e atender às exigências de consumidores por alimentos mais saudáveis.
Digitalização e automação: o futuro da gestão no agro
Todas essas tecnologias integram as tendências do segmento e geram outra necessidade: uma gestão digital. Um sistema para o agronegócio conecta produção, logística, comercialização e finanças. Essa integração garante mais controle e transparência em toda a cadeia produtiva.
A automação de tarefas repetitivas, como controle de estoque ou monitoramento de máquinas, libera tempo para que gestores foquem em decisões estratégicas e em um planejamento mais efetivo. Combinada à inteligência artificial, a automação reduz custos operacionais e aumenta a eficiência.
Outro ponto relevante é a integração de sistemas. Quando gestão agrícola, logística (TMS), estoque (WMS) e finanças trabalham de forma conectada, o resultado é uma cadeia produtiva mais ágil, capaz de responder rapidamente às demandas do mercado e agregar valor às operações.
Tendências no comportamento do consumidor e mercado de alimentos
As mudanças tecnológicas no agronegócio decorrem também das novas exigências dos consumidores. Em mercados mais maduros, cresce a pressão regulatória pelo controle de rastreabilidade dos produtos agrícolas.
Isso obriga produtores e empresas a adotarem práticas ainda mais transparentes e alinhadas às normas internacionais – incluindo a relação com fornecedores e a origem de insumos agrícolas.
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Novos nichos: a demanda por alimentos saudáveis, orgânicos e localmente produzidos também molda a indústria agrícola, especialmente por reduzir os custos envolvendo a logística.
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Adaptação de mercado: commodities agrícolas tradicionais convivem com novos nichos de mercado, e o Brasil precisa se adaptar para atender a essas preferências e identificar as oportunidades existentes neste quesito.
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Transparência e origem: a capacidade de rastrear produtos e insumos se torna básico para os consumidores. O objetivo é simples: os clientes querem saber de onde vem o alimento, como foi produzido e qual impacto ambiental gerou.
Na outra ponta, mercados emergentes ampliam o impacto das exportações brasileiras no cenário internacional e podem servir para diversificar a entrega de produtos. Na prática, o agronegócio nacional, ao se alinhar às tendências globais, fortalece sua posição como fornecedor estratégico global.
O futuro das cadeias de suprimentos no agronegócio
O futuro do agronegócio passa por cadeias de suprimentos mais inteligentes, transparentes e rastreáveis. Assim, um ponto aparece em destaque e precisa se incorporar ao planejamento e à gestão das propriedades rurais.
Que envolve uma logística inteligente. As tecnologias, em especial a IA, ajudam a otimizar a roteirização logística. O objetivo? Diminuir o impacto para o meio ambiente ao mesmo tempo em que se agiliza o atendimento, consolidando o agronegócio como um setor cada vez mais tecnológico, sustentável e competitivo.
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