Employee advocacy: o que é e como criar defensores da marca

Por maior que seja a credibilidade de uma empresa, visando conectar a transparência e a conexão humana que a marca propõe, os seus colaboradores são os maiores defensores da marca.

Não é à toa que uma pesquisa conduzida pelo LinkedIn mostrou que candidatos confiam três vezes mais em colaboradores do que na organização, reforçando o papel da employee advocacy.

Ao longo deste artigo, você vai entender o que é employee advocacy, como implementar essa prática de forma estratégica e quais benefícios ela traz tanto para o negócio quanto para os colaboradores, além de conhecer boas práticas e métricas para manter o programa ativo e relevante.

O que é employee advocacy?

É a prática de incentivar e capacitar colaboradores para que se tornem embaixadores da marca, compartilhando conteúdos, experiências e valores da empresa em seus próprios canais, especialmente nas redes sociais.

O conceito vem ganhando cada vez mais espaço nas discussões sobre employer branding, uma vez que transmite confiança e credibilidade para o mercado de trabalho, fortalecendo também o sentimento de pertencimento dentro da organização.

Um estudo realizado pela Opinion Box e Buscar ID identificou que 73% dos consumidores pesquisam sobre a marca antes de comprar ou contratar um serviço, avaliando a sua reputação. Isso demonstra que o público busca por transparência e propósito. Portanto, dar voz aos colaboradores pode ser um diferencial. Afinal, ninguém representa melhor a cultura organizacional da empresa do que os colaboradores.

Benefícios da employee advocacy

Um programa de employee advocacy bem estruturado beneficia tanto a organização quanto as pessoas que fazem parte dela. Para o negócio, os ganhos estão diretamente relacionados à atração e à retenção de colaboradores, dando maior alcance orgânico às redes sociais corporativas.

Para os colaboradores, por outro lado, trata-se de uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional, além do reconhecimento público por seu protagonismo dentro da empresa.

Entre os principais objetivos e vantagens da employee advocacy, destacam-se:

Na prática, a employee advocacy se torna uma via de mão dupla: enquanto os colaboradores se tornam influenciadores positivos da empresa, a companhia valoriza de forma genuína as pessoas.

Como implementar um programa de employee advocacy?

Implantar um programa de employee advocacy requer planejamento, clareza de propósito e envolvimento de várias áreas. Não se trata de colocar o compartilhamento de postagens como obrigação do empregado, mas sim de uma construção de cultura de engajamento e confiança que leve o colaborador a querer compartilhar, porque se identifica com os valores da empresa e se sente parte Portanto, na implementação é crucial considerar as seguintes etapas:

1. Envolvimento do RH, Comunicação Interna e Marketing

O sucesso de um programa de employee advocacy depende da colaboração entre RH, comunicação interna e marketing. O RH tem o papel de identificar perfis engajados e garantir que as ações estejam alinhadas às políticas da empresa.

Já a comunicação e o marketing são responsáveis por fornecer conteúdos estratégicos, ferramentas e orientação para os colaboradores divulgarem informações com segurança e propósito. Essa integração garante coerência entre o discurso institucional e as vozes individuais.

2. Escolha e capacitação dos embaixadores da marca

Nem todos os colaboradores precisam ser defensores, mas é importante que os escolhidos realmente se identifiquem com os valores da organização. O ideal é selecionar pessoas de diferentes áreas e níveis hierárquicos, que possam representar a diversidade e a inclusão proposta pela empresa.

Os treinamentos corporativos também são essenciais, com programas que incluam orientações sobre uso responsável das redes sociais, gestão de imagem profissional, comunicação de marca e segurança da informação. Dessa forma, os colaboradores se sentem confiantes e preparados para atuar como porta-vozes.

3. Ferramentas e canais para amplificar a voz dos colaboradores

Com o apoio da tecnologia, é possível facilitar a disseminação de conteúdos e o monitoramento de resultados. Plataformas integradas de comunicação interna e employee experience, como redes sociais corporativas, permitem criar espaços dedicados para compartilhar posts, histórias e conquistas.

Ferramentas de advocacy marketing ajudam a centralizar os materiais e acompanhar métricas, como alcance, engajamento e menções à marca. Os sistemas integrados de RH podem auxiliar na identificação de perfis mais ativos e engajados, apoiando o reconhecimento interno.

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Boas práticas para manter o programa ativo

Um dos desafios da employee advocacy é garantir a constância e a autenticidade das ações. Para isso, algumas boas práticas podem fazer toda a diferença.

A primeira delas é evitar a obrigatoriedade de se tornar embaixador. A gestão deve incentivar a espontaneidade, pois o engajamento deve ser voluntário. Forçar a participação pode gerar o efeito contrário, transmitindo uma imagem artificial. Para isso, é fundamental criar um clima no qual o colaborador sinta orgulho e vontade genuína de compartilhar os conteúdos da empresa.

O conteúdo desenvolvido deve ser acompanhado de estratégias de comunicação que sejam compartilháveis. É importante oferecer materiais instigantes e inspiradores que reflitam os valores da organização e adaptados ao estilo pessoal de cada colaborador. Isso aumenta a probabilidade de compartilhamentos orgânicos e autênticos.

Na perspectiva do negócio, vale o cuidado de reconhecer e celebrar os colaboradores engajados. Destacar esses embaixadores mais ativos em canais internos, eventos ou campanhas especiais ajuda a reforçar o comportamento desejado e motiva outros colaboradores a participarem, seguindo uma estratégia de gamificação.

Desafios e erros comuns na employee advocacy

Como toda estratégia de engajamento, a employee advocacy também pode enfrentar desafios. Uma das principais falhas que comprometem o sucesso do programa é a falta de alinhamento das áreas internas. Um exemplo ocorre quando RH, marketing e comunicação não trabalham juntos. A consequência é que as mensagens se tornam dispersas e incoerentes.

O excesso de controle sobre o discurso dos colaboradores também é prejudicial. Ao restringir demais o que pode ser dito, perde-se a espontaneidade e mina-se a confiança. A consequência? Uma desconexão entre propósito e prática, não refletindo a realidade vivida. Dessa forma, os colaboradores não se engajam e a credibilidade da marca é afetada.

O segredo está em encontrar o equilíbrio entre orientar e confiar, criando um ambiente no qual os colaboradores possam expressar suas experiências reais.

Metas e KPIs do programa de employee advocacy

Para medir o sucesso desta estratégia, é importante estabelecer metas e indicadores claros. Entre os principais KPIs relacionados à employee advocacy, estão:

  • Número de colaboradores participantes;
  • Alcance orgânico das publicações;
  • Taxa de engajamento (curtidas, comentários, compartilhamentos);
  • Crescimento de seguidores nas redes sociais corporativas;
  • Volume de menções positivas à marca;
  • Impacto nas pesquisas de clima organizacional e na retenção de talentos.

Monitorar esses dados ajuda o RH e outras áreas envolvidas a avaliar o impacto da iniciativa e a aprimorar continuamente o programa.

Transformando colaboradores em defensores da marca

Implementar um programa de employee advocacy é uma das formas mais eficazes de transformar colaboradores em aliados estratégicos. Quando os profissionais se sentem valorizados e conectados ao propósito da empresa, eles se tornam naturalmente porta-vozes das conquistas, dos valores e das boas práticas do negócio.

A estratégia fortalece o senso de pertencimento e o engajamento interno, promovendo uma cultura baseada na confiança e na autenticidade. É também uma oportunidade para alinhar a comunicação interna e o marketing de forma orgânica, permitindo que as histórias reais dos colaboradores sustentem o posicionamento institucional e reforcem a reputação da marca empregadora.

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