Aprenda a estruturar uma política de segurança da informação eficaz para proteger dados, reduzir riscos e fortalecer a governança corporativa.
A segurança da informação está cada vez mais presente nas agendas corporativas — e também nas diretrizes públicas. Um exemplo recente é o Decreto nº 12.572/2025, que reformulou a política de segurança da informação (PNSI), definindo diretrizes estratégicas para proteger dados pessoais, infraestruturas críticas e informações sensíveis sob custódia do Estado.
Estimular a gestão de riscos, proteger serviços essenciais, fortalecer a cultura de segurança e promover a cooperação em torno do tema estão entre seus objetivos principais. Esse movimento reflete uma tendência global, na qual a segurança da informação deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a representar um pilar estratégico também para as empresas.
Assim como o governo define parâmetros nacionais, as organizações privadas também precisam estabelecer sua própria política de segurança corporativa da informação: ou seja, um conjunto de normas, responsabilidades e boas práticas voltadas à cultura de segurança e proteção de ativos digitais, garantindo a continuidade dos negócios e reduzindo riscos operacionais.
O que é uma política de segurança da informação?
Uma política de segurança da informação se trata de um documento formal que define como a empresa deve proteger seus dados, sistemas, redes e informações críticas. Ela estabelece regras, processos e responsabilidades para todos os colaboradores, prestadores de serviço, terceiros e parceiros, buscando prevenir incidentes, vazamentos e acessos indevidos.
Mais do que uma diretriz técnica, a PSI é um instrumento de governança corporativa, riscos e conformidade (GRC): ela orienta comportamentos, reforça a cultura de segurança e garante que todas as decisões estejam alinhadas às normas legais e aos objetivos estratégicos da organização. Em resumo, ela responde a perguntas como:
– Quais dados precisam ser protegidos a partir de uma análise de risco?
– Quem deve ter acesso a eles e sob quais condições?
– Quais medidas devem ser adotadas para evitar incidentes de segurança?
– Como agir em caso de falhas ou vazamentos?
Quais são os elementos essenciais de uma política de segurança da informação?
De acordo com a ISO 27001, referência internacional em gestão da segurança da informação, uma política de segurança da informação eficaz deve contemplar um conjunto de controles e processos que cubram toda a estrutura organizacional. Os principais elementos previstos pela norma são:
– Compliance: alinhamento às legislações vigentes, como a LGPD e outras regras setoriais.
– Políticas de segurança: definição de diretrizes e normas internas para preservar dados.
– Organização da segurança da informação: estrutura de papéis e responsabilidades dentro do negócio.
– Segurança de RH: conscientização, treinamentos e controle de acessos.
– Criptografia: proteção de dados.
– Segurança física e ambiental: controle de acesso físico, climatização e backup seguro.
– Operações e comunicações: monitoramento de rede, firewalls e protocolos de resposta a incidentes.
– Gestão de riscos de terceiros e fornecedores: conformidade em contratos e auditorias.
– Gestão de incidentes: definição de plano de respostas baseados na matriz de riscos com foco na mitigação das ameaças e diminuição de seu impacto.
Esses elementos ajudam a construir uma estrutura de segurança corporativa integrada, alcançando níveis elevados de compliance e de governança.
Quem deve ser responsável pela política de segurança da informação?
A gestão da política de segurança da informação é uma responsabilidade compartilhada.
Embora o setor de TI e os times especializados de segurança sejam protagonistas na implementação e monitoramento das práticas, a alta liderança deve aprovar e sustentar as diretrizes, garantindo recursos e apoio institucional. Por isso, a PSI deve ser elaborada por equipes multidisciplinares, com representantes de áreas como:
– TI: para aspectos técnicos de cibersegurança.
– Compliance e jurídico: para alinhamento à legislação e auditorias internas ou externas.
– RH: para políticas de conduta, treinamentos de conscientização e guias de boas práticas desde o onboarding.
– Operações e gestão: para garantir aderência aos processos internos.
Por fim, cada colaborador é também responsável por seguir as diretrizes definidas e adotar boas práticas de cibersegurança no dia a dia, como uso de senhas fortes, não compartilhamento de credenciais e atenção a tentativas de phishing. O fator humano é reconhecido como uma das principais falhas desta estratégia, destacando a relevância de capacitações e guias de conduta.
Como elaborar uma política de segurança da informação para a empresa
A criação de uma PSI eficiente exige planejamento, envolvimento de lideranças e uma abordagem baseada na mitigação de riscos. As etapas principais incluem:
– Diagnóstico e mapa de risco – Identificar os principais ativos de informação, vulnerabilidades e ameaças.
– Definição de objetivos e escopo – Estabelecer o que a política cobre: sistemas internos, nuvem, dispositivos móveis, redes e dados pessoais.
– Elaboração das diretrizes – Criar normas de conduta, padrões de acesso, controle de dispositivos, gestão de senhas, uso de e-mails e resposta a incidentes.
– Implementação e comunicação – Garantir que todos os colaboradores conheçam e entendam as normas, por meio de treinamentos e campanhas de conscientização.
– Monitoramento e atualização contínua – Acompanhar indicadores de segurança, revisar procedimentos periodicamente e atualizar a política conforme novas ameaças e legislações.
Um dos principais desafios é manter o engajamento dos times. Uma política de segurança da informação só é eficaz quando é compreendida e aplicada por todos, integrando-se à cultura organizacional.
Quais são os benefícios de ter uma política de segurança bem definida?
Uma política de segurança da informação sólida traz benefícios diretos à gestão e ao desempenho corporativo. Baseada nos quatro pilares da segurança (confidencialidade, integridade, disponibilidade e autenticidade), ela proporciona respeito à LGPD e às normas regulatórias.
Também gera redução de riscos operacionais e reputacionais ao minimizar incidentes, vazamentos e interrupções de serviços. De forma simultânea, é possível promover alinhamento e engajamento dos colaboradores a uma cultura de responsabilidade e proteção contínua.
Outro benefício envolve a transparência com parceiros e clientes. Esse cuidado reflete na confiança e na melhora da percepção de segurança nas relações comerciais. Parte disso se deve a uma boa governança de dados, facilitando a rastreabilidade.
Como a tecnologia contribui para a política de segurança da informação
A tecnologia é um ponto de apoio para consolidar uma PSI moderna e eficiente. Ferramentas especializadas, como um security hub, permitem centralizar o monitoramento de acessos, detectar comportamentos anômalos e garantir conformidade com as normas internas.
Entre os principais recursos tecnológicos integrados a essa solução:
– Controle de acesso, de jornada e autenticação multifator;
– Monitoramento contínuo de vulnerabilidades;
– Gestão de não conformidades;
– Integração de dados de fornecedores e terceiros;
– Checklists e workflows de conformidade, que aprimoram o fluxo de processos;
Com soluções estruturadas, como o nosso Security Hub, coordenar uma gestão integrada de riscos e segurança reduz falhas humanas e fortalece a governança de dados corporativos.
Um pilar estratégico de governança
Desenvolver e seguir uma política de segurança da informação é um pilar de governança. Com um cenário digital mais complexo, as organizações que investem em políticas bem estruturadas ganham não só em segurança, mas também em eficiência e credibilidade. Para isso, as boas práticas devem seguir regras claras, como a ISO 27001, criando um ambiente corporativo preparado para o futuro.
Quer fortalecer a segurança da informação na sua empresa? Descubra como o nosso Security Hub ajuda a unificar controles, reduzir riscos e garantir conformidade com a LGPD e outras normas.
