Computação em Nuvem: conheça os benefícios para seu negócio

No mundo da tecnologia é muito comum ouvir termos como "tecnologia em nuvem", "software em nuvem" ou "cloud computing". Apesar de velhos conhecidos, só a partir de meados dos anos 2000 que a computação em nuvem vem tomando forma e se popularizando entre os vários tipos de organizações.

A definição para o termo computação em nuvem é simples: “computação em nuvem é a utilização de recursos de TI como processamento, armazenamento de arquivos, banco de dados, entre outros, utilizando a internet”. 

Por exemplo, algumas empresas como Microsoft, Amazon e Google, possuem grandes centros de dados espalhados pelo mundo, e mesmo à distância é possível fazer uso dessas instalações para hospedar um aplicativo da sua empresa, arquivos, sites, plataformas de comércio eletrônico e muitos outros serviços.

Esse modelo de computação já é uma realidade e traz muitos benefícios para as organizações, e mesmo que muitas vezes não nos demos conta, todos nós utilizamos aplicativos em nuvem, como Netflix, Facebook, LinkedIn e Instagram. 

Diferença entre computação tradicional e computação em nuvem

A nuvem difere de um data center tradicional em vários aspectos. Na arquitetura tradicional, geralmente é necessário investir em servidores com base em um pico de uso máximo e ter uma visão de longo prazo sobre quais recursos serão necessários — fatores sobre os quais nem sempre temos controle total, podendo resultar em investimentos insuficientes ou superdimensionados. Somam-se a isso preocupações constantes com energia, refrigeração, backup e proteção dos dados.

Como a computação em nuvem nos auxilia com todos esses pontos?

Benefícios da nuvem para os seus negócios

  • Na computação em nuvem, muitas das preocupações diárias são transferidas para o provedor, que se responsabiliza por energia, refrigeração, links redundantes de internet e controles de segurança em conformidade com órgãos reguladores;
  • O ambiente é escalável de forma vertical (aumento de CPU e memória) ou horizontal (aumento de servidores), sem a necessidade de especular antecipadamente as necessidades de computação e armazenamento;
  • Toda a aquisição é feita como serviço, eliminando a necessidade de investir em data centers e servidores próprios;
  • Você paga apenas pelo uso dos recursos, sob demanda — ideal para cenários como e-commerces que precisam escalar em datas de alto volume e reduzir o ambiente logo em seguida, pagando somente pelo que consumiram;
  • Maior controle sobre backups, procedimentos de failover e disponibilidade de aplicações e dados;
  • Redução de gastos com licenças e renovações de software, com a possibilidade de levar licenças já adquiridas para a nuvem ou utilizá-las com a licença já inclusa no serviço;
  • Ganhos em sustentabilidade com a redução no consumo de energia e refrigeração;
  • Custos de manutenção e atualização de hardware são repassados ao provedor;
  • Atende às necessidades de pequenas, médias e grandes empresas, com recursos planejados e escalados conforme a demanda;
  • Favorece a inovação, permitindo que as organizações cresçam de forma sustentável, com infraestrutura sempre atualizada e recursos de computação de ponta.

Modalidades dos serviços em nuvem

Vamos abordar as três principais modalidades dos serviços de computação em nuvem.

SaaS – Software como serviço

O SaaS é, hoje, a modalidade mais adotada pelas organizações, e por boas razões. Nesse modelo, o provedor oferece um produto em nuvem totalmente gerenciado, cabendo ao cliente apenas garantir uma conexão de internet disponível para acessá-lo. Não há preocupações com infraestrutura, servidores, atualizações ou manutenção.

Mas o grande diferencial do SaaS vai além da praticidade operacional: ao contratar um software nesse modelo, o cliente também está contratando, de forma integrada, uma camada robusta de segurança, conformidade regulatória (compliance), disponibilidade, backups automáticos e suporte técnico especializado. Isso significa que aspectos críticos como proteção de dados, aderência à LGPD e outros marcos regulatórios, criptografia, controle de acessos e continuidade de negócios já estão contemplados na contratação — sem que a organização precise estruturar e gerir tudo isso internamente.

Esse modelo não é novo: contas de Gmail ou Hotmail já são exemplos clássicos de SaaS. A diferença é que, no contexto corporativo, o SaaS entrega valor muito além do software em si, funcionando como um ecossistema completo de tecnologia, segurança e governança.

IaaS – Infraestrutura como serviço

Permite mover os recursos do data center,  como sistemas operacionais, infraestrutura de rede, armazenamento, servidores e storages, para a nuvem, de forma simples e flexível. Fica a cargo do cliente fazer a gestão dos recursos, atualizações e etc.

PaaS – Plataforma como serviço

O PaaS oferece como serviço toda a infraestrutura necessária para hospedagem e implementação de hardware e software voltados à sustentação de aplicações via internet. Em um ambiente tradicional, a equipe de desenvolvimento precisa se preocupar com sistema operacional, armazenamento, rede, IDE de desenvolvimento, entre outros. Com o PaaS, o provedor disponibiliza toda essa estrutura de forma transparente, e o cliente gerencia apenas a aplicação.

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Por Emerson Dorow – Coordenador  de Suporte TI.

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