Conheça alguns dos principais benefícios das novas tecnologias aplicadas aos negócios e saiba mais sobre a importância da transformação digital no marketing
Confesso que no início, por alguns instantes, tive até certa dificuldade de compreender a amplitude do assunto. Transformação, tudo bem, eu entendo o conceito. Isso sempre ocorreu na humanidade e acredito que sempre existirá. Faz parte da evolução das espécies, do progresso, da tecnologia. Agora, transformação digital? Como é que é – ou era – “sem ser ou ter digital?”. Foi a minha primeira reação.
Sou de uma geração no mercado de trabalho, que sempre teve internet e computadores pessoais como recurso básico do dia-a-dia. Nem muito tempo depois que comecei a trabalhar, todo mundo já tinha smartphones corporativos. Era prático e fácil validar – e, infelizmente, em algumas situações, o que acontecia era desmentir – tudo que se falava ou se supunha em reuniões, discussões diárias e rotineiras de trabalho.
Era assim em atividades de brainstorm ou, até mesmo, saindo por entre os corredores das empresas “quebrando paradigmas” – se usou muito esse termo no início da tal Era Digital – de verdades que perduraram por muitos anos. E quando essa nova geração começou a ocupar postos de liderança no mercado de trabalho, aí o negócio ficou divertido.
Quis colocar esses pontos iniciais no parágrafo anterior, de uma forma bem resumida, talvez até com a necessidade de contextualizar o assunto, com o objetivo de fazer com que você entenda o cenário que fui inserido e apresentado à tal transformação digital.
Eu que já vivi desde o início da minha carreira o mundo digital, tive essa dificuldade em entender como tudo era antes, sem esses recursos, que considero básicos. E fui aprender um cenário totalmente oposto: “O que é esse tal de digital? Conversa de quem não tem o que fazer? É coisa de quem não quer trabalhar? Corpo mole, de quem não tem coragem de por a mão na massa? Está dizendo que de agora em diante, gastar suor na rua e sola de sapato por aí perdeu seu valor? E o impresso, o meu caderninho, meu folheto, tudo isso, vocês vão jogar fora, destruir esse mundo?”.
Bem, se eu não parar por aqui, é capaz de encher o texto com perguntas, questionamentos, dúvidas e, até mesmo, formas de ataque ao digital. Tudo isso foi colocado, por muitas pessoas, na minha frente – e ainda acontece – quando tentava entender os opostos. Digital x Analógico. Old School x New School. Sucesso do passado x Tendências do futuro. Fato é que o conflito estava posto e instituído.
O ponto principal que enxergo é que sem muitos recursos, pessoas, estrutura e dinheiro, pode-se brigar por espaço e, em pouco tempo, mudar um mercado, até então, bem consolidado e dominado. Tarefas repetitivas e com baixa dependência intelectual para serem executadas, passam a ser tarefas de máquinas.
“Braço” não é mais a garantia de solução dos problemas. Ruim isso? De forma alguma, excelente! Mas o importante é, se você ou sua empresa, que já alcançou o status quo desse mercado consolidado, ficar atento. O alvo dessa transformação é essa tua “zona de conforto”. Mova-se!
A transformação digital por si só não tem muita força, mas ela traz inúmeros benefícios, por isso, trago aqui o que considero relevante:
- Para ter sucesso, o cliente também precisa ter. Não adianta a empresa explodir de receita e bater meta, sendo que o cliente que acabou de fazer o investimento descobre que a aquisição vai trazer problemas e não resolve a sua dor. Na transformação digital, o cliente pode testar o produto ou serviço, pode conhecer melhor a solução antes de sair botando a mão no bolso.
- As soluções agora dão mais opções de decisão por parte do cliente. Ou seja, se quiser fazer tudo sozinho (auto-serviço), o cliente pode. Se quiser pagar para alguém fazer, pode. Se quiser se capacitar e aprender, pode. Ou seja, empoderamento com usabilidade, soluções intuitivas e auto-explicativas existem sempre.
- Fidelidade ao problema solucionado, não às cláusulas de contrato. As empresas precisam ficar atentas a esse novo mindset. Isso quer dizer: talvez seja necessário mudar o modelo de negócio que deu certo até agora. Venda a solução dos problemas para seu cliente. Identifique a dor. Rastreie e certifique-se que essa dor foi atendida. Quem paga feliz, paga sempre.
- Velocidade! Hoje parece até um termo ultrapassado, mas é cada vez mais fato que “a sua concorrência está a um clique de você”. Isso quer dizer que não importa mais onde fisicamente se encontra seu concorrente. O que importa é que ele vai brigar pela primeira página do resultado de buscadores. Num intervalo entre 1 e 3 segundos, você tem a chance de atrair a atenção dele. Conseguiu o clique? Ótimo, você tem de 3 a 10 segundos para encantá-lo com seu site, hotsite, landing page.
Na prática, essa transformação precisa ocorrer na cabeça de todas as pessoas que trabalham nessas organizações que estão sendo desafiadas ao novo cenário. A Senior possui uma boa quantidade de conteúdos sobre transformação digital e que, certamente, ajudam a melhorar essas percepções.
E o papel do marketing nisso? Primeiro, é importante comentar que a vantagem do setor de marketing é que pela sua natureza, está sempre conectada ao mercado e consegue identificar seus movimentos, muitas vezes antes de algumas outras áreas dentro da empresa.
Tá, e o papel do marketing? Bem, enxergando isso, boa parte dos profissionais da Propaganda e Publicidade perceberam que, abraçando a causa da tecnologia, conciliando uma demanda historicamente existente de buscar formas de medir o retorno do investimento, identificaram que poderiam sair de uma linha de “custos” para uma linha de “investimento”, com rastreamento adequado e confiável de suas campanhas e ações. E com retorno financeiro real!
Certo, e o papel do marketing? Usando formas adequadas de tratar dados, fazer os rastreamentos, com análises de resultados e visão mais lógica junto com a linha criativa, o marketing passou a ter o papel de liderar as grandes iniciativas de transformações. E essas sendo chamadas futuramente de transformações digitais.
Por fim, o uso de canais de comunicação digital, redes sociais, sites, e-mails e ferramentas de automação de marketing, foi um facilitador para impulsionar, criar e destacar o marketing digital.
Tudo isso se traduz em novos meios de atingir mercados-alvos e revolucionar a experiência do cliente. Se traduz em otimizar energia, recursos e esforços das empresas. Se traduz em acelerar processo e ciclo, em transformar a forma como a empresa se comunica com o mercado, acompanhando a evolução do comportamento do consumidor. Com um objetivo muito claro: aumentar o retorno dos investimentos, garantir crescimento e maximizar resultados. O marketing não pode negar e fugir desse desafio. É o seu papel na transformação digital.
Lucio Tezotto é Gerente de Marketing da Senior, uma das maiores empresas especializadas em tecnologia para gestão do País.



