Confira a visão de Marcelo Nakagawa, referência em empreendedorismo e inovação sobre os conceitos que permeiam esse ecossistema.
Na segunda palestra do evento tivemos o prazer de rever o Marcelo Nakagawa, prof. do INSPER e referência em empreendedorismo e inovação, que nos trouxe uma visão ampliada dos conceitos que perpassam o assunto de ecossistema.
O Prof. Marcelo, inicia a sua palestra falando sobre o conceito de indústria 4.0, mostrando que em cada uma das revoluções industriais, mudanças importantes ocorreram na sociedade. No caso da última, a 4.0, a abordagem usada pelo professor amplia o horizonte industrial trazendo o impacto para os mais diversos segmentos da economia e sociedade. Outro ponto interessante foi a conexão com as novas tecnologias e as novas abordagens nos negócios.
Dentre essas as novas abordagens da indústria 4.0, Nakagawa destaca as Plataformas de Negócios, um assunto de amplamente discutido pelo autor David Rogers em seu livro “A transformação Digital”. No capítulo sobre as novas formas de competição o autor explica que as tecnologias digitais estão produzindo muitas mudanças na sociedade, principalmente para o consumidor. O caso do Wichat é ótimo para ilustrar brilhantemente como as plataformas de negócios são criadas.
Plataformas, são modelos de negócios que usam a comunicação em rede para funcionar, potencializam a comunicação entre clientes e fornecedores, diminuindo todo a fricção possível para gerar negócios. Algumas plataformas agem apenas em um lado, conectando clientes com clientes, foi o caso do Wichat que inicialmente fornecia para os Chineses uma ferramenta de comunicação, onde a maturidade da plataforma passa a conectar outros parceiros por meio de novos serviços como meio de pagamento como o QRcode por exemplo.
Para Nakagawa, o entendimento das plataformas passa a ser o empreendedorismo exponencial, um dos fatores para o crescimento das plataformas de negócios. Fruto de sua tese de doutorado o palestrante coloca que muitas plataformas bem-sucedidas abrem sua tecnologia para promover o desenvolvimento de novos negócios como é o caso do ArBnB, Android e da Apple.
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O empoderamento do cliente por meio das novas tecnologias e a complexidade das plataformas de negócios tem exigido muito mais das empresas. Conhecer o cliente e entender a sua jornada, passam a ser requisitos básicos para o funcionamento dos negócios. Partindo daí, Marcelo entra em uma teoria que me agrada muito, o Job to be done, criada inicialmente por Theodore Levit, Job to be done foca em entender a real tarefa que o cliente quer resolver com um determinado produto ou serviço.
As observações do prof. Nakagawa levam a crer que as plataformas bem-sucedidas têm muito claro quais sãos os Job to be done que estão resolvendo, não só na dimensão funcional, mas também na operacional, emocional e social. Isso leva a criação de produtos defensáveis na plataforma. Produtos que fazem o cliente defender a adoção para a sua rede de relacionamento, criando assim a expansão por meio da rede.
Marcelo Nakagawa termina sua apresentação falando de ecossistemas que grandes corporações estão construindo em torno dos seus negócios. Como um dos idealizadores do Inovabra, Nakagawa mostra que ecossistemas deste tipo são criados para promover a inovação dentro e fora das grandes corporações. No caso do Bradesco, a coinovação de equipes internas, habitat, startups, investidores, mentores e educadores.
Para as empresas tradicionais, a transformação digital está exigindo uma nova postura para os setores em que startups de plataformas digitais disputam o mesmo mercado dessas empresas. Neste caso as empresas tradicionais por meio do desenvolvimento de ecossistemas de inovação estão procurando criar plataformas de negócios. É um novo ambiente de competição assimétrico, ou seja, empresas tradicionais x plataformas de negócios, como as montadoras versus Uber. No próximo post vamos falar da palestra do Marcelo Furtado da Convenia.
Anderson Torres é Coordenador do Núcleo de Inovação da Senior.