Entenda a importância da conexão em todos os pontos das propriedades rurais, de modo a garantir visibilidade total e disponibilidade de dados para tomar decisões fundamentadas
Pouco mais de um terço da área disponível para uso agrícola no Brasil tem cobertura 4G ou 5G. O dado, levantado pelo indicador de conectividade no campo (ConectarAGRO), ajuda a dimensionar o contexto atual do país. A disponibilidade de conexão é a base de uma tomada de decisão estruturada e eficiente, afinal de contas o uso de tecnologias especializadas para o agro requer isso.
Se não houver conectividade no campo, os sensores de solo não se comunicam, os drones não transmitem imagens e os sistemas de gestão trabalham com dados defasados. Ou seja, é como se o setor não tivesse evoluído, já que as decisões dependem apenas da experiência, sem saber o que está acontecendo de fato.
Uma metáfora usada pelo Ministério da Agricultura ajuda a explicar o impacto da conectividade no campo para produtores rurais e cooperativas agrícolas. A disponibilidade de conexão se equivale à chegada da energia elétrica, visto que revoluciona a maneira como o trabalho do campo acontece, tornando-se o alicerce para a digitalização do agronegócio, com o funcionamento de sensores e equipamentos.
O que é conectividade no campo?
A conectividade no campo se trata do acesso à internet em propriedades rurais, cooperativas agrícolas e agroindústrias. Trata-se de um insumo básico para o funcionamento de equipamentos, dispositivos e maquinário inteligente, que levam dados do campo para os sistemas de gestão, caso de um ERP para o agronegócio.
Ter sinal no celular ou tablet é só o primeiro passo. Com a conectividade rural, a sua propriedade ganha inteligência para:
- Monitorar o solo em diferentes pontos da lavoura;
- Acompanhar o desempenho e consumo de combustível das máquinas;
- Controlar o acesso de caminhões nos pátios de abastecimento;
- Conectar a performance do campo direto com a estratégia comercial.
A conectividade no campo une estratégia e tecnologia para melhorar o desempenho e transformar a tomada de decisão no agronegócio
Qual é o cenário atual da conectividade rural no Brasil?
A cobertura existe e está em ampliação, mas ainda é mal distribuída. As regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte do sinal 4G e 5G no campo. Já o Centro-Oeste e o Norte registram os piores índices de conectividade, apesar do forte crescimento do agronegócio nessas áreas.
Dados do ConectarAgro apontam o avanço da conectividade às margens de rodovias como a BR-153 (GO/TO) e a BR-158 (MS). Segundo a entidade, essa cobertura amplia o acesso dos produtores rurais a tecnologias e mercados digitais, impulsionando a produtividade e novos serviços no campo.
Outro problema é que a cobertura nem sempre consegue cobrir toda a área da propriedade rural, especialmente as de grande porte. Não é incomum que talhões produtivos estejam à margem dessa infraestrutura, dificultando uma visão integral do negócio.
O Projeto Rural + Conectado, do governo federal, quer atingir 2.315 localidades prioritárias no Nordeste e no Pará. Existem linhas de financiamento para empresas de telecomunicações que desejam expandir a cobertura nessas áreas. As taxas de juros variam de 1% a 2,5% ao ano + TR. Com a iniciativa, o número de imóveis rurais conectados pode sair dos atuais 48,1%.
E é importante não apenas que a conectividade no campo se amplie, mas também com qualidade. A infraestrutura de 5G garante o funcionamento mais eficiente de tecnologias como a Internet das Coisas e a inteligência artificial no agronegócio.
Quais são as principais tecnologias de conectividade no campo?
A resposta depende das necessidades da propriedade, do tipo de produto comercializado e da infraestrutura disponível. Aos poucos, com a evolução das soluções, as operações mais estruturadas estão combinando mais de uma tecnologia.
Redes móveis 4G e 5G nas áreas rurais ainda estão em expansão
O 4G já oferece velocidade suficiente para a maioria das aplicações agrícolas. O 5G deve ir além, reduzindo a latência, viabilizando máquinas autônomas e a transmissão de grandes volumes de dados.
O desafio atual é a baixa cobertura nas fronteiras agrícolas mais produtivas. Como os investimentos das operadoras demoram a chegar às regiões distantes, a conectividade ainda não cobre toda a propriedade.
Internet via satélite para áreas remotas onde o sinal não chega
Para propriedades sem cobertura de operadoras de telecomunicação, o satélite se tornou uma opção viável sob a perspectiva técnica. Operadoras especializadas, como a Starlink, ampliaram o acesso no Brasil com planos voltados para o agronegócio, com velocidade compatível com as demandas do campo. Embora seu custo possa ser mais elevado, é uma das possibilidades para áreas remotas.
Redes de baixa frequência (LPWAN) para sensores IoT
Tecnologias como LoRa e Sigfox conectam sensores com baixo consumo de energia e longo alcance a dezenas de quilômetros. Dessa forma, dispositivos de monitoramento de solo, irrigação e estações meteorológicas se tornam viáveis onde a velocidade de transmissão é mais baixa. Outro benefício está em um custo operacional menor, aumentando a viabilidade de investimento.
Rádio digital e fibra óptica em projetos municipais de conectividade
O rádio digital alcança até 50 quilômetros e impulsiona projetos de conectividade rural. A tecnologia é uma alternativa eficaz para levar internet a propriedades fora do alcance das operadoras. A fibra óptica, quando disponível, chega a 80 quilômetros e oferece mais estabilidade e agilidade.
Como exigem infraestrutura prévia, ambas as soluções são mais viáveis em regiões com forte organização municipal ou cooperativas atuantes. No entanto, podem ser o caminho até mesmo em acordos coletivos de agricultores ou propriedades.
Como a conectividade no campo transforma a produtividade?
Conexão é um insumo básico atualmente, mas a sua disponibilidade não é sinônimo de sucesso. A realidade é que a conectividade no campo abre as portas para possibilidades operacionais e sistemas de gestão agrícola capazes de revolucionar a rotina e os resultados. Os benefícios vão se acumulando com o passar do tempo e são percebidos em várias frentes. É o caso de:
– Agricultura de precisão: sensores de solo e estações meteorológicas transmitem dados em tempo real sobre umidade, temperatura, fertilidade e clima. O produtor intervém no momento certo, com a quantidade exata de insumos agrícolas, permitindo uma abordagem mais estratégica e efetiva.
– Gestão de máquinas: tratores e colheitadeiras com telemetria conectada transmitem dados de consumo, eficiência e falhas. O gestor acompanha o desempenho da frota em tempo real, programa rotas mais eficientes e agenda manutenções preditivas, assegurando que não ocorram interrupções não programadas em momentos-chave (como na época da safra).
– Rastreabilidade: com sistemas especializados, a conectividade registra automaticamente cada etapa da cadeia produtiva: do plantio ao transporte. Para produtores, cooperativas e agroindústrias com clientes no exterior, os cuidados com a gestão de originação agrícola são uma exigência dos clientes e se tornam uma necessidade a depender do mercado externo visado.
IoT no agronegócio: como o campo conectado funciona na prática?
Assim como a conectividade no campo, a internet das coisas (IoT) é outro dos braços operacionais. É por meio dessa tecnologia que os sensores, dispositivos e equipamentos “dialogam” entre si e transmitem as informações coletadas no campo.
Sensores de solo e clima
Monitoram continuamente a umidade, a temperatura e a fertilidade em diferentes pontos da lavoura. Se os parâmetros saírem dos limites definidos, o sistema dispara alertas automáticos, permitindo a automação do manejo rural necessário, sem depender de visitas frequentes ao campo.
Drones conectados
Fazem mapeamento de lavouras, pulverização de precisão e monitoramento em escala. Conectados aos sistemas de gestão, esses equipamentos enviam imagens e relatórios em tempo real. Isso acelera a tomada de decisão e agiliza a correção de falhas no campo.
Silos inteligentes
Sensores instalados nos silos monitoram a temperatura e a umidade na armazenagem e emitem alertas quando os parâmetros saem dos limites seguros. Dessa forma, os negócios conseguem manter a qualidade obtida na classificação de grãos e ampliar a segurança no período entre a colheita e a comercialização, sobretudo quando interligados ao WMS.
Gestão de frota conectada
Rastreamento em tempo real de máquinas e veículos, com integração aos sistemas de logística e TMS. Permite saber onde cada caminhão está, quanto tempo falta para chegar ao destino e se o cronograma de entrega está sendo cumprido.
Quais são os principais desafios para ampliar a conectividade no campo?
O avanço existe, mas os obstáculos são reais. Qualquer planejamento de digitalização deve ser levado em consideração.
– Cobertura insuficiente nas áreas de produção: grande parte do território produtivo brasileiro ainda está fora do alcance das operadoras. A cobertura que existe atende principalmente sedes de propriedades e centros urbanos próximos – às vezes a conectividade é parcial na área das propriedades.
– Custo de implantação em áreas remotas: levar infraestrutura de rede a regiões distantes exige investimento elevado, que nem sempre se justifica comercialmente para as operadoras sem incentivos regulatórios ou pressão de demanda. Programas específicos governamentais buscam endereçar esse tipo de situação.
– Capacitação para uso das tecnologias: de nada adianta a conectividade no campo se não houver treinamento para tirar proveito desta tecnologia. O dever dos gestores agrícolas é capacitar as equipes para o uso dos dispositivos no campo e para a realização de análises com as informações coletadas.
– Integração entre sistemas: este é um desafio que não pode ser subestimado. A infraestrutura precisa não apenas existir de maneira funcional, mas transmitir os dados para as plataformas de gestão. A conectividade isolada não gera inteligência e nem aprimora a tomada de decisão.
Qual é o papel dos sistemas de gestão na conectividade do agronegócio?
O valor real da internet no campo está na capacidade de desenvolver um ecossistema agrícola, no qual sensores, máquinas e plataformas geram inteligência de dados e melhoram a tomada de decisão. Para isso, o dever dos gestores é pensar em uma infraestrutura completa:
– ERP agrícola: seu objetivo é integrar a produção, o estoque, os contratos, as finanças e a logística em uma única plataforma, com acesso em tempo real de qualquer dispositivo e de qualquer ponto da operação.
– TMS e WMS: o primeiro foca na roteirização de cargas, enquanto o segundo responde pela armazenagem. Dessa forma, garante-se rastreabilidade da carga até o cliente final, sincronizado com a emissão de documentos fiscais.
– Gestão de pátio: um YMS sincroniza pesagem, agendamentos e emissão de documentos com os dados da operação, reduzindo filas e tempo de espera no carregamento e recebimento de insumos e da produção. Ou seja, ganha-se tempo e inteligência.
– HCM integrado: oferece subsídios relativos à gestão de pessoas, automatizando o controle de ponto das equipes e de terceiros e auxiliando no monitoramento das equipes de campo, com acesso via dispositivos móveis conectados.
É importante que este ecossistema ofereça funcionalidades também offline. No caso de momentos ou de locais sem conexão, é preciso que, no momento da conexão, os dados e informações sejam transmitidos, consolidando todas as informações.
Como a Senior conecta tecnologia e gestão para o agronegócio?
Nosso ecossistema para o agronegócio foi desenvolvido para aproveitar ao máximo o potencial da conectividade no campo. ERP, TMS, WMS, YMS e HCM trabalham de maneira integrada, dando visibilidade e capacidade de controlar todos os processos do campo ao escritório.
Nossa proposta para cooperativas, agroindústrias, revendas e produtores rurais é transformar conectividade em produtividade. Garantimos resultados reais para o seu negócio por meio de:
- Rastreabilidade total ao longo da cadeia produtiva;
- Controle de custos eficiente para evitar perdas financeiras;
- Agilidade logística durante o pico da safra;
- Tomada de decisões fundamentadas e confiáveis.
Acesse, conheça as funções e descubra o potencial do nosso portfólio para o agronegócio.

