Quando falamos sobre diversidade, precisamos ter em mente a força de trabalho como um todo. Ou seja, reconhecer o ecossistema que abrange essa força, é o primeiro passo para que os RHs compreendam o desafio que pode ser ter equipes heterogêneas em um mesmo grupo de trabalho, como por exemplo, CLTS, freelancers, robôs, entre outros modelos.
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Ao mesmo tempo, esse novo ecossistema se torna muito mais flexível a mudanças e novos desafios, tendo em vista que nesse novo formato de força de trabalho, as equipes tornam-se muito mais flexíveis e aderentes a uma cultura digital, com mindset diferente em relação às suas carreiras.
Como podemos ver na imagem abaixo, o antigo pensamento sobre a construção de uma carreira consolidada, com mudanças de cargos e altos salários, dá lugar a uma carreira muito mais dinâmica, que leva em consideração a flexibilidade e qualidade de vida. Esse novo formato de pensar, dá chances ao profissional de experimentar novas possibilidades e estar em constante aprendizado e desafio.
A partir desse novo mindset, surgiu o termo “gig economy” que se dá aos profissionais que buscam flexibilidade através de trabalhos pontuais e temporários, podendo flutuar por diferentes projetos, absorvendo novas habilidades, conhecimentos e tendo um salário variado. Os profissionais “gig”, ou seja, que trabalham sob demanda, empoderam suas carreiras e possuem ilimitadas possibilidades de inovar, sem que o trabalho seja parte integral do seu dia. Além disso, ele dá a flexibilidade para que o profissional desempenhe mais de um papel, caso seja da sua vontade.
Um bom exemplo de trabalho sob demanda é o Uber. Durante anos, economistas e especialistas lutaram contra a ascensão do Uber, o crescimento do trabalho temporário e a mudança de relacionamento entre empresas e seus colaboradores. Os otimistas entenderam essa flexibilidade como algo positivo, já os pessimistas se queixaram do desaparecimento dos empregos tradicionais que proporcionam seguridade.
Porém, segundo dados da Federal Reserve nos Estados Unidos, um terço dos trabalhadores possuem alguma atividade sob demanda para complemento de renda ou como emprego principal. Para prosperar na economia atual impulsionada pela inovação, os colaboradores precisam de uma mistura de diferentes habilidades, ao contrário do que acontecia no passado.
Além dos conhecidos comuns como alfabetização e números, precisam de competência que vão além da grade escolar como colaboração, criatividade e resolução de problemas. Além de características como persistência, curiosidade e iniciativa. Tornando o aprendizado algo contínuo.
Segundo estudos da World Economic Forum em parceria com Boston Consulting Group, países ao redor do mundo com economias que giram em torno da criatividade, inovação e colaboração, tem demandas de trabalho focadas em solução de problemas e análise de dados. Além disso, nos últimos 50 anos a pesquisa aponta que nos EUA, como apenas um dos muitos exemplos do mundo desenvolvido, tem testemunhado um declínio em trabalhos que envolvem o manual e habilidades cognitivas, enquanto há um aumento em empregos que requerem habilidades interpessoais e analíticas.
Muitas forças têm auxiliado para essa mudança, uma delas é a aceleração da automatização e digitalização de trabalhos rotineiros. Desta forma, o ensino se torna contínuo para que sempre haja o aprendizado de uma nova habilidade. As organizações estão caminhando para redes de apoio, coordenadas por meio de cultura, sistemas de informação e mobilidade de talentos.
As empresas estão focadas em redesenhar a própria organização e até mesmo reconstruindo. À medida que as redes e os ecossistemas substituem as hierarquias organizacionais, a pergunta tradicional “Para quem você trabalha?” é substituída por “Com quem você trabalha?”.


