A transformação digital faz a cada dia as empresas mudarem suas estruturas com o objetivo de adaptação ao novo mercado, trazendo uma nova realidade. E, no mês em que se comemora o dia Internacional da Mulher, não poderíamos deixar de falar da presença feminina cada vez mais forte no Agronegócio, reflexo dessa metamorfose. Confira no texto!
Uma notícia recente marca essa nova realidade: pela primeira vez em 100 anos, uma mulher deixa de ser apenas vice presidente e torna-se a presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB). Teresa Vendramini que é pecuarista, assumiu a presidência da SRB e tem seu mandato vigente até o início de 2022.
Diante dessa grande conquista para todas as mulheres, buscamos alguns dados do crescimento desse índice para acompanharmos a transformação expressiva que vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil. Acompanhe!
O crescimento das mulheres no agro
Somente acompanhando a divulgação de inúmeros eventos voltados ao público feminino no agronegócio, podemos sentir que a realidade já está mudando consideravelmente. Mas, acompanhando estatísticas mais aprofundadas podemos ter a noção que esse crescimento está se consolidando a cada dia e é reflexo de uma luta sem fim que teve início há centenas de anos.
Todos os dados que vamos apresentar abaixo foram retirados do CEPEA, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, que é parte da Esalq, Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”.
Mulheres trabalhando no agro
De acordo com a Esalq, de 2004 a 2015, o total de mulheres que trabalhando no agronegócio aumentou 8,3%. Já a participação da mulher no mercado de trabalho cresceu de forma resistente no mesmo período e passou de 24,1 para 28%.
Alunas do agro
Ainda de acordo com as pesquisas realizadas pela Esalq, atualmente os cursos de Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia possuem mais de 50% de mulheres entre os alunos.
Independência feminina no agro
Em 2017, uma pesquisa apontou que 88% das mulheres entrevistadas no campo se declararam independentes financeiramente e outras 45% relataram participar da renda familiar.
Outro dado interessante é que, das mulheres que trabalham no agronegócio, 67,9% estão satisfeitas com salário e igualdades de oportunidades, tratamento e também em relação a jornada de trabalho.
As insatisfeitas no agro correspondem a 20,83% das mulheres, contra 22,3% da média nacional em relação a empregos no geral.
Com esses dados temos a certeza de que a transformação digital está trazendo riquezas não só na otimização dos processos, mas também consolidando a igualdade de gêneros com a diversidade nos ambientes de trabalho.