Conheça a rotina dos projetos que utilizam o JIRA como ferramenta de gestão na Senior
Este texto, escrito por mim e pelo Denis Metzner, mostra como montamos uma visão (dashboard) de acompanhamento das entregas de nossos times, para nos dar previsibilidade e agilidade na tomada de decisão, bem como repassar estes dados para todas as áreas da empresa.
Todos os nossos times executam um macro planejamento de duas semanas e após isso fazemos uma release planning, documento este proporciona a visão de três meses dos projetos. Alguns times com Scrum e outros com o Kanban, mas com entregas a cada 15 dias (Review e Retrospectiva ocorrem neste período).
Hoje utilizamos o Jira, da Atlassian, como gestão de tasks e releases. Nele, constam os projetos de todo o desenvolvimento. Temos um time de DEVOPS muito competente que criou uma ótima estrutura de projetos e equipes, além de nos ajudar com a questão de cálculos, campos customizados, visões e etc.
Os principais objetivos destes indicadores são dar visibilidade e projeção de quando teremos os épicos finalizados, evidenciar os desvios e mitigar atrasos ou não entregas.
Agrupamos os seguintes indicadores e listo o seu respectivo objetivo:
1. Throughput
Onde avaliamos quantas tarefas estão sendo concluídas por semana, mês e o acumulado, além de quantas ainda estão pendentes.
Isso nos ajuda a verificar o fluxo de entregas do time e a tendência até o final da release. Conseguimos antecipar, caso o ritmo diminua, quais tarefas podem ultrapassar o período da release.
2. Percentual de conclusão de épicos, story e bugs
Aqui comparamos a quantidade de tasks em aberto vs a quantidade de tasks feitas. Confrontar este número frente à porcentagem de evolução de tempo da release, nos ajuda a entender se a evolução de entrega está acompanhando o tempo.
3. Adição de escopo pós-início da release
Monitoramos a quantidade de escopo acrescido, pois quanto mais variação do escopo pós planejamento, maior a chance de não entregar o que foi previamente planejado e acordado. Aqui disparamos uma ação de alteração de escopo e solicitação de mudança para comunicarmos à direção possíveis impactos em entregas estratégicas.
4. Previsto e realizado em horas dos épicos
Monitoramos com este indicador desvios de estimativa através dos épicos, isso é importante porque nas retrospectivas usamos isto para entender o que causou esta variabilidade e gerar uma lição aprendida para as próximas releases.
5. Proporção de tempo em story vs bug
Monitoramos o tempo que estamos gastando em bugs vs o tempo que gastamos para desenvolver novos itens, o importante é manter um número baixo, estável e equilibrado. Isso indica a quantidade de testes efetivos nosso time de desenvolvimento tem feito.
6. Quantidade de Stories e horas restantes por épico, além do status
Conseguimos verificar a nível de épico como está a saúde da nossa release, como os épicos estão evoluindo pois temos como objetivo limitar o WIP e dar vazão aos épicos de forma mais efetiva. Além disso, também conseguimos avaliar quantas horas e Stories ainda temos a fazer, podendo comparar com o restante de capacidade dos times para verificar se “cabe”.
Quer saber mais sobre as metodologias internas da Senior?
Saiba como motivar uma equipe a evoluir com propósito para alcançar maiores resultados.
Por Leonardo Denardi – coordenador de desenvolvimento ERP da Senior.






