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Treinar e desenvolver

João estava na empresa há cinco anos. Dedicado, participou de muitos cursos e treinamentos que completavam o bom currículo. Porém, todo seu esforço não se transformava em crescimento profissional. A falta de promoções ou de trabalhos desafiadores que o levassem a mostrar o que seria capaz de fazer, o faziam perder o ânimo, mesmo que lutasse diariamente com esse sentimento.

A empresa investia constantemente em João. Ajudou em seu MBA, o inglês passou do nível intermediário para o avançado com o subsídio que oferecia, e os cursos que disponibilizou contribuíram diretamente na formação de um sólido conhecimento.

A história acima tem todos os ingredientes para ter um final feliz, mas, em muitas empresas, não é assim que acontece. Profissionais desejam que as organizações invistam neles, pois assim se sentem valorizados e podem aprimorar-se. As organizações investem nos profissionais esperando que, mais capacitados, gerem resultados melhores.

A pergunta é: se as empresas direcionam recursos e os colaboradores podem participar de ações que os ajudem a se desenvolver, por que nem sempre isso dá certo? Entre as explicações mais convincentes estão a falta de controle e foco na hora de decidir para onde e para quem devem ser direcionados os recursos.

Ferramentas de Gestão

Edson Gonçalves, gerente de Produto RH da Senior

As necessidades das empresas e dos colaboradores, quanto isso vai gerar de investimento, em qual prazo e o que deve ser esperado de retorno são dados extremamente importantes, mas se não houver uma administração correta, a utilidade estará comprometida. Para auxiliar as áreas de recursos humanos nessa estratégica função existem os softwares de gestão de pessoas. Com diversas funcionalidades, essas ferramentas podem se tornar o catalisador que faltava para potencializar recursos e talentos.

“Antes de pensar em capacitar os profissionais a empresa busca ser o mais exata possível, ou seja, capacitar as pessoas certas com os conhecimentos certos. Com a competitividade do mercado as organizações não podem se dar ao luxo de desperdiçar tempo e recursos”, explica o gerente de Produto RH da Senior, Edson Gonçalves. Segundo o executivo, “o volume de atribuições e as responsabilidades dos colaboradores só crescem e diante desta situação o software possibilita identificar os gaps e transformá-los em planos de desenvolvimento, com posterior registro da eficácia das ações. Desta forma as empresas terão à disposição indicadores que possibilitam o monitoramento do desenvolvimento dos colaboradores”.

Para investir em treinamento e desenvolvimento não há tamanho ou segmento de atuação mais adequado do que outro: todos podem e devem fazê-lo. O fator mais importante na decisão é o quanto a empresa deseja ter padrões para esse processo, pois os investimentos, normalmente, são percentuais sobre o faturamento. Em 2010, o McDonald’s alcançou uma receita de US$ 24 bilhões, somadas as operações do mundo todo. Somente no Brasil, em 2009 as vendas chegaram a R$ 3,5 bilhões, e R$ 40 milhões foram destinados à capacitação dos 48 mil funcionários.

Se os números parecem elevados demais, atente somente à mensagem de que é preciso treinar sempre e contar com um software pode fazer a diferença. Para Edson Gonçalves, todas as empresas dependem de pessoas para alcançar seus objetivos e podem contar com os benefícios de uma solução de treinamento e desenvolvimento: “vivenciamos a era do conhecimento, porém, atualmente, lidamos com o excesso de informações e o resultado almejado pelas empresas depende de aplicação destes conhecimentos. Assim, o processo de identificar, agir e avaliar a capacitação das pessoas é uma rotina presente em praticamente todas as empresas”.

Os desafios do RH

Leyla Nascimento: “empresas ainda tem que achar talentos no mercado”.

Sem fins lucrativos, a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional) foi criada em 1965 e tornou-se uma entidade de grande representação, unindo os esforços de profissionais para o desenvolvimento da área de RH. A Associação é responsável pelo- Congresso Nacional de Gestão de Pessoas, que neste ano chega à sua 37ª edição, com cerca de 100 expositores e mais de 50 palestras gratuitas. Leyla Nascimento é presidente da ABRH – Nacional e concedeu entrevista à Interface falando os desafios de encontrar, reter, treinar e desenvolver talentos.

Há alguns anos o que se ouvia era “as empresas precisam identificar e reter talentos”. Isso refletia em uma busca desenfreada por profissionais que pulavam de empresa em empresa após períodos bem curtos. Essa realidade mudou? Agora o que se ouve é “as empresas precisam desenvolver seus próprios talentos”.
Leyla Nascimento - Não. Esta realidade não mudou. As empresas ainda estão com o desafio de identificar talentos no mercado, face ao crescimento de vagas no mercado brasileiro que encontra-se em expansão. O desenvolver seus próprios talentos está relacionado às mudanças e transformações que os negócios sofrem diariamente para se tornarem competitivos. Então, investir em desenvolvimento dos profissionais precisa ser uma constante para que estejam atualizados e preparados para todas essas exigências.

As empresas estão investindo em colaboradores de todos os níveis – do operacional à diretoria – ou há um nível em que o foco está sendo maior?
LN - O desenvolvimento das carreiras dos profissionais pelas empresas é uma constante em todos os níveis. Cresce o número de empresas que estão instalando em seus ambientes a educação corporativa que prima pela qualificação e aprimoramento de seus profissionais. Com certeza o investimento maior é nas gerências intermediárias que são os grandes responsáveis em liderar as equipes operacionais e técnicas que respondem pelo resultado maior da organização.

O Brasil é considerado uma referência em gestão de RH. Quais são as características que o diferenciam de outros países? Quais outros países são referências?
LN -
As áreas de recursos humanos no Brasil precisaram se adaptar às grandes turbulências de nosso País como super inflação, deficiência na educação, altos tributos, tardia adesão aos benefícios para os funcionários, desempregos estrutural e circunstancial, e tantos outros. Isto fez com que tivéssemos que vencer estes obstáculos e buscássemos soluções que não poderiam ser copiadas de outros países. Hoje, somos referência para outros países face ao alto nível de nossos programas em gestão de pessoas. Os Estados Unidos e países da Europa como França e Espanha são destaques em gestão de pessoas.

Os investimentos em treinamento e desenvolvimento, por exemplo, estão relacionados diretamente ao crescimento econômico ou nas crises também é hora de investir na capacitação dos profissionais?
LN -
Treinamento e desenvolvimento são recursos importantes para qualquer organização e independe do momento econômico. Vejo que na crise o treinamento se torna ainda mais importante, porque é exatamente neste momento que as pessoas precisam ser estimuladas e preparadas para vencer os desafios e buscar resultados que façam com que as empresas ganhem longevidade.

Serviço
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