
Vencer no mundo do trabalho em constante mudança exige uma nova forma de pensar sobre a abordagem da nossa força de trabalho. A palestra do vice-presidente executivo de soluções globais da Right Management (EUA), Tony Santora, no Conarh 2010, teve como foco as tendências que conduzem o cenário de gestão de pessoas, com números que apontam algumas questões que merecem atenção.
De acordo com pesquisa realizada pela Right, 50% dos profissionais dentro de uma organização (no mundo) não são engajados, enquanto no Brasil esse número sobe para 62%. Outro fator é o percentual de colaboradores que pretendem deixar a empresa no decorrer desse ano – 36% dos brasileiros estão nessa condição. Segundo Santora, outra característica desses profissionais é gostar de contribuir, mas nem sempre é possível.
Tendências
O palestrante trouxe quatro prioridades do RH e suas particularidades. O descompasso de talentos é uma delas, que possui dois aspectos principais: a demografia e as competências. As empresas precisam pensar no futuro e se preocupar onde vão encontrar profissionais. Será necessário qualificar a mão de obra para evitar escassez no futuro. Tony Santora apresentou uma pesquisa revelando que o Brasil sairá de uma taxa de crescimento de 150% nos últimos 40 anos, para 25% nos próximos 40.
A revolução tecnológica é outra tendência abordada pelo vice-presidente. Entre as revoluções estão o crescimento acelerado das mídias sociais e a conexão a internet facilitada, 35% da população brasileira já tem acesso. Outro dado da pesquisa aponta que 75% das empresas do Brasil não adotam políticas para os colaboradores que usam as mídias sociais no trabalho.
“A Senior tem acompanhado essas tendências por meio das mídias sociais e investe constantemente em inovações tecnológicas para implantar melhorias e atender as demandas da solução de gestão de pessoas”, destaca a gerente de Sistemas da Senior, Marta Regina Deichmann.
A escolha individual também está na lista de prioridades para o RH. O palestrante apontou trabalhadores virtuais como uma tendência, apesar da rigidez da legislação brasileira. Outro aspecto é a necessidade de olhar para as quatro gerações: tradicionalistas, boomers, X e Y.
Oportunidades de carreira
Uma enquete com os participantes do congresso apontou os valores agregados para fornecer oportunidades nas carreiras dos colaboradores. O público escolheu a opção que considerava todas as alternativas sugeridas: aumento do engajamento, da retenção, da produtividade e manter os colaboradores felizes.
Santora destacou também mais sofisticação de clientes, internos e externos, trazendo alguns pontos decisivos dessa tendência. Destaque para a facilidade e agilidade para disseminar as insatisfações como um aspecto que precisa de atenção. O que antes, por exemplo, era compartilhado entre seis pessoas, hoje é difundido rapidamente pela internet, principalmente pelas mídias sociais.
No que podemos focar para ser competitivos? O palestrante trouxe os modelos de trabalho com flexibilidade e tecnologia, prática de pessoas e fonte de talentos (atração e retenção) como algumas dicas para a competitividade.
Uma pesquisa realizada pela Cia de Talentos em parceria com a NextView e publicada na revista HSM Management apontou quais são as 10 empresas mais desejadas pelos jovens e o que eles pensam sobre liderança e carreira.
O estudo apontou que as empresas abaixo são as mais desejadas pelos jovens:
1º – Google
2º – Petrobras
3º – Unilever
4º – Vale
5º – Natura
6º – Nestlé
7º – Itaú
8º – Rede Globo
9º – Microsoft
10º – AmBev
A pesquisa foi realizada pela internet com 35 mil jovens de todas as regiões do Brasil com idade média de 24 anos. Eles eram estudantes e recém-formados de 134 cursos. Para 36% dos ouvidos, fazer aquilo que gosta é o fator mais importante quando se fala em sucesso. Poder fazer as coisas acontecer é uma das maiores vantagens em ser líder na opinião de 20% dos jovens. Já 21% acredita que uma das maiores desvantagens da liderança está ligada a sofrer forte pressão e às cobranças.
Para Danilca Galdini, da Next-View People, empresa especializada em mapear tendências para a área de recursos humanos, as empresas desejam contratar profissionais da Geração Y pois eles são íntegros, sabem trabalhar em equipe, são rápidos para aprender e inovadores. Ela acredita que as empresas já começaram a rever seus processos de atração, retenção e desenvolvimento de profissionais para se adequarem à Geração Y. Ainda assim, há muita resistência. Para ela, diminuir a resistência das empresas e pessoas depende do processo de reconhecimento e aceitação dos pontos fortes de cada geração.
Com informações da HSM Management.
