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Pergunte como uma criança

Pergunte como uma criança

Criar ondas de transformação nas empresas exige trabalho árduo, dedicação intensa e comprometimento que deverá estar enraizado nos diversos níveis corporativos. Caso contrário, o ímpeto inicial se perderá aos poucos até não existir mais. Quem possui vivência empresarial e já acompanhou organizações que decidiram incorporar a inovação ao seu DNA, concorda com essas opiniões de Charles Bezerra, Ph.D. pelo Illinois Institute of Technology e diretor executivo do GAD’Innovation, consultoria de inovação.

Segundo Charles, para conseguir direcionar as empresas para o objetivo traçado é essencial planejar, debater e alinhas processos, pessoas e estratégias: “a visão completa da posição em que se está, de onde se quer chegar e, principalmente, do que será necessário para chegar lá, tem que estar presente em todos os níveis da empresa. Tendo essa visão global os funcionários vão sentir-se envolvidos e isso será o combustível que fará as transformações”. Nesse ponto, ele reforça que as pessoas serão as responsáveis pelas mudanças e que não adianta ter processos e sistemas eficazes se que os utiliza não o fizer do modo certo.

Na maioria dos casos as soluções estão dentro da própria organização e só precisam ser identificadas e colocadas em prática. Porém, o que mais acontece é que o envolvimento nas rotinas diárias faz com as pessoas não consigam mais enxergar o que, às vezes, está bem à sua frente.

“Essa é a hora de questionar, perguntar o mais básico até conseguir entender a origem do que está sendo feito, os porquês, a essência que faz a companhia funcionar daquela forma e qual é o papel das pessoas nesse cenário, até que ponto elas têm a oportunidade de se envolver nas questões que podem, verdadeiramente, mudar a realidade”, explica Charles. Ele completa dizendo que a postura deve ser como a de uma criança, que não se cansa de perguntar, mesmo que as questões pareçam básicas demais para quem for responder: “nesses momentos, quem pergunta está ajudando o responsável pelas respostas e pensar se o que estava planejado há alguns anos ainda atende as necessidades atuais ou se é necessário fazer ajustes. Essa flexibilidade e o tempo de reação para realizar as mudanças podem fazer grande diferença frente à competitividade atual nos negócios”.

 

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