
Invariavelmente, as empresas são movidas por meio de projetos. Sejam de expansão ou de reorganização, para incrementar os lucros ou reduzir as despesas, redefinir mix de produtos ou públicos a serem alcançados. Seguindo o que ocorre há muito anos, para cada um desses exemplos haverá uma meta estabelecida, uma equipe montada e um prazo a ser cumprido, premissas para que o trabalho seja considerado um projeto. A diferença que separa os anos 80 e 90 dos dias atuais é o papel e o perfil de quem o conduzirá.
Se antes cabia a alguém ordenar às pessoas o que deveria ser feito, o papel do gestor de projetos mudou bastante. “Antes bastava conhecer a parte técnica e seguir um dos tantos métodos que se difundiram pelo mundo. Agora, a expectativa é maior e o ‘novo’ gestor deve administrar tantos os riscos quanto as pessoas envolvidas no projeto, afirma Omar Lorenzini Junior, diretor de Serviços da Senior.
Essa opinião é apoiada e complementada pelo especialista Valdir Barreto Andrade Filho, diretor da Ágon Tecnologia, professor de cursos de extensão em gestão de projetos na Feagri, Unicamp, PEC da FGV/SP e da Sustentare Escola de Negócios: “quem está à frente de um projeto deve ter habilidades interpessoais e técnicas capazes de desenvolver as competências dos integrantes do time. Por outro lado, as organizações devem reconhecer em que estágio de maturidade se encontram quanto à gestão de projetos e como podem melhorar. Isso não é simples, pois envolve autocrítica e mudanças de comportamento.
Nesse panorama se percebe que as exigências do mercado não param de aumentar e isso reflete diretamente nos profissionais que as empresas procuram para trabalhar. Aqueles que conseguirem reunir o sólido conhecimento técnico à capacidade de unir pessoas em prol de um objetivo comum, largará na frente.