
Não são só os recursos tecnológicos que avançam cada vez mais rápido no mercado de trabalho. O contato entre profissionais de diferentes culturas e países tem aumentado significativamente no Brasil, principalmente em decorrência do crescimento econômico e dos grandes eventos que o país sediará nos próximos anos. No artigo “Como o multiculturalismo pode fomentar o crescimento de uma empresa”, a coach Eliana Dutra percebe que, neste cenário, surge um novo modelo de equipe, no qual o equilíbrio na diversidade cultural poderá fazer a diferença.
“Vejo esse movimento de importação de mão de obra como positivo, pois cria-se uma equipe multicultural, ajudando as corporações a ganharem novos mercados e a responderem rapidamente às novas exigências globais”, afirma. Ao mesmo tempo em que esse movimento é benéfico, Dutra salienta que gestores encontram dificuldades para administrar as diferentes maneiras de agir e pensar o negócio e que, por isso, cabe aos profissionais de RH gerir as pessoas de modo a identificar suas diferenças e utilizá-las como recurso para aprendizagem, por meio da troca de experiências e pontos de vista, evitando, assim, o embate.
Leia o artigo no portal da revista Você RH: http://bit.ly/QzQD3B
Em videocast, além de explicar as ações estratégicas da área de Recursos Humanos, o Leadership Coach Celso de Souza e Souza conta que uma organização diferenciada é aquela que busca a satisfação das expectativas do colaborador, do cliente, da sociedade e, consequentemente, do acionista. Diante disso, o RH deve estimular a liderança diferenciada. “Liderar é um processo de influência. O líder que deseja ser diferenciado deve ter um profundo conhecimento de suas crenças e valores pessoais, não permitindo que eles prevaleçam sobre os métodos e as técnicas que a organização adota como seu modelo de liderança”, destaca.
A retenção de talentos é o principal desafio das organizações, aponta a especialista em Soluções de RH da consultoria De Bernt Entschev, Eliane Rodrigues Espinha. De acordo com ela, não basta às empresas oferecerem estabilidade de carreira e salários compatíveis com o mercado. O profissional talento busca oportunidades de crescimento e reconhecimento em organizações dinâmicas e flexíveis.
Neste videocast, a especialista orienta que não há fórmula para conseguir reter os profissionais, mas indica premissas que auxiliarão as organizações neste processo.
Lugar comum em diversos segmentos é afirmar que falta mão de obra qualificada para atender o desenvolvimento da economia. Embora seja uma realidade comprovada, o que está sendo feito para mudar esse cenário? Segundo Jerri Ribeiro, sócio da PwC, network que presta serviços em auditoria, consultoria tributária e de negócios em 158 países, as ações devem ser conjuntas, alinhando instituições de ensino, empresas e governo. Além disso, precisam pensar em curto, médio e longo prazo, ou o problema não terá solução.
Jerri Ribeiro – Em curto prazo, em um intervalo de até um ano, pouco se pode fazer de fato. Em médio prazo existem algumas ações interessantes por parte de governos, empresas e instituições de ensino. Porém, é preciso pensar em longo prazo, pois mesmo estas ações mais próximas não terão o efeito desejado para eliminar o déficit de mão de obra de qualidade. Como frisei, são ações interessantes, mas ainda insuficientes. De acordo com a nossa 15ª Pesquisa Global CEO Survey, realizada todos os anos pela PwC, 77% dos CEOs pretendem expandir operações na América do Sul aumentando ainda mais a possibilidade de um colapso de talentos. Ou seja, o Brasil, em particular, é um destino de investimentos e, segundo nossa perspectiva, até 2020 continuaremos com carência de talentos em áreas específicas, como a de TIC. Para longo prazo, é preciso criar mecanismos de governo que incentivem empresas a criarem programas de estudo. Também é necessário aumento do número de vagas para ensino técnico e para formação de engenheiros em todas as áreas.
A Melhor Escolha - As instituições de ensino, governo e empresas estão fazendo sua parte?
Jerri Ribeiro – As empresas viviam um cenário de extrema volatilidade até 15 anos atrás. Portanto, culpá-las por não investir em qualificação profissional é desconhecer uma realidade com a qual convivemos, sem muitos problemas, até muito pouco antes da globalização de mercados e do, digamos assim, novo mundo onde os BRICs tem real poder econômico. Avalio que instituições de ensino e governos demoraram um pouco a perceber a mudança de paradigma da economia e os novos desafios. Algumas instituições até hoje insistem em não enxergar este novo mundo. Vejo que é necessário repensar o que queremos ser como País. Chamo a atenção para os Estados Unidos. Certamente, já não são mais uma economia industrial, com boa parte de seu parque fabril desmontado e transferido para a China. Porém, são, atualmente, um exemplo de economia do conhecimento, com novos polos despontando em diversos outros pontos. Além, claro, dos já famosos Vale do Silício e da região de Boston com seu MIT. É isto que é preciso definir para darmos o salto qualitativo.
A Melhor Escolha – Até que ponto a carga tributária freia o desenvolvimento das empresas e dos mercados?
Jerri Ribeiro – É fato que o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. O problema é que ela não vem sozinha. Temos alta carga tributária, alto custo trabalhista, problemas logísticos, excesso de burocracia e falta de mão de obra qualificada. Ou seja, temos um cenário bem difícil para praticar o empreendedorismo. Claro que isto retrai investimentos ou os exporta para outros países. Mas, nem tudo é notícia ruim. Temos bons exemplos, boas empresas e conseguimos ser competitivos em diversas áreas. No setor de TI temos excelência na América Latina e alguns players já estão com estruturas no exterior para continuarem sendo competitivos globalmente.
A descentralização das atividades da área de Recursos Humanos é uma tendência que a cada dia ganha mais força. Esse movimento, que transfere algumas funções do RH aos líderes imediatos, contribui para que os profissionais de gestão de pessoas ganhem tempo para planejar e desenvolver ações estratégicas, objetivando vantagem competitiva e eficiência organizacional. A marcação eletrônica de ponto, na qual os próprios colaboradores têm controle sobre suas jornadas de trabalho com a supervisão direta de seus líderes, por exemplo, é uma das ações que podem deixar de ser da responsabilidade do setor de pessoal.
Atenta a isso, a Senior oferece o módulo Controle de Ponto, da solução Gestão de Pessoas. Ele atua na automatização dos processos de RH, especialmente em organizações que contam com unidades em locais diferentes. Segundo o gerente de sistemas da Senior, Eberten Bonetti Bianchi, entre os benefícios propostos pela ferramenta, destacam-se a rapidez conferida à tomada de decisões e a autonomia para os líderes.
Com o Controle de Ponto, é possível habilitar o próprio colaborador a gerenciar sua marcação eletrônica de ponto, caso a empresa prefira. “Ele recebe uma notificação em seu computador, efetua o acerto de horas, faz os ajustes e, em seguida, encaminha ao gestor. Este recebe a lista dos acertos realizados por sua equipe, confere e encaminha ao RH”, explica. Bianchi acrescenta ainda que, com essa distribuição das atividades da área de gestão de pessoas, há aumento da produtividade operacional juntamente com a redução de custos e de tempo empregado em tarefas burocráticas. “Com isso, a empresa direciona o foco das ações para o negócio principal”.
Novidades
A descentralização do RH requer controles que visem agilizar o fluxo de documentos e a comunicação entre os líderes e o RH. Para esta demanda, a Senior disponibiliza o Workflow. A ferramenta gerencia, simplifica e dá maior segurança na execução de etapas manuais e automáticas. Ela garante que as atividades de um processo de negócio ocorram na sequência previamente definida e que os usuários sejam comunicados automaticamente sobre a necessidade de executarem suas tarefas. O monitoramento e o rastreamento do fluxo pelo administrador garantem que as atividades sejam executadas dentro do prazo ou que sejam encaminhadas para um substituto, em caso de ausência.
O uso correto da ferramenta garante às empresas aumento de produtividade e redução de custos, além de maior qualidade na execução dos processos.







































